Artesanato traz benefícios para saúde mental e autoestima Profissionais da saúde afirmam que o artesanato é uma importante ferramenta terapêutica

Pessoas que estão em um quadro de sofrimento psicológico muitas vezes se sentem incapazes de executar tarefas. Thysiane de Sousa Teixeira, psicóloga clínica, conta que o  artesanato é indicado para pacientes com quadro de depressão, ansiedade e outros sofrimentos psíquicos, pois ele alivia a tensão e melhora a qualidade de vida do indivíduo.

De acordo com a psicóloga, os benefícios do artesanato são inúmeros. Além da ocupação da mente ele pode melhorar a autoestima, a concentração e auxiliar o paciente a ter um desenvolvimento saudável. “Algumas pessoas já perderam o prazer de executar certas atividades, e quando elas se deparam com uma situação onde elas podem realizar algo, que elas têm potencial, isso traz uma qualidade de vida, eleva a autoestima do sujeito. É fundamental que os pacientes tenham essa ferramenta, essa forma de ressignificar algumas situações”, afirma Thysiane.

Thysiane de Sousa Teixeira, psicóloga clínica

O Janeiro Branco é uma campanha dedicada a colocar os temas da Saúde Mental em máxima evidência no mundo em nome da prevenção ao adoecimento emocional da humanidade. “Precisamos alertar diariamente o mundo em relação a esses cuidados, porque sem saúde mental não há saúde. As pessoas precisam entender, e a campanha, respeitosamente, vem trazendo isso”. conclui a psicóloga.

Jaci de Lourdes Sousa, estudante de medicina, afirma que no Brasil a saúde mental é tratada como tabu. Ela lembra que, não só o Janeiro Branco, como também o  Setembro Amarelo, são campanhas que trabalham em cima da descriminalização da saúde mental. “Cada vez mais pessoas com algum sofrimento mental fazem parte da nossa vida, e tratar essas pessoas como loucos não é mais admissível na nossa época. Com o tanto de informação que a gente tem e com acesso à tantas coisas novas, a gente não pode tratar isso como se fosse um tabu”.

Reprodução/Internet

A estudante começou a bordar por admiração às avós e hoje em dia o bordado é sua maneira de desestressar da rotina difícil. “Em período de provas há estresse emocional, fico me sentindo incapaz pela pressão do curso e da vida em si. A partir do momento em que eu iniciei a minha atividade de bordado, é como se eu saísse de todo esse estresse e naquela atividade de enfiar a agulha no pano e tirar, seguir as linhas do desenho, a gente vai pra outra dimensão, muito mais leve e calma”, conta Jaci.

O Brasil é o oitavo país no ranking de suicídio mundial, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), um dado alarmante que deve ser motivo de preocupação para toda a sociedade. É importante que as pessoas procurem um psicólogo, pois terapia nesses casos é fundamental. Devemos fazer nossa parte, nos conscientizando e buscando cada vez mais, alternativas que possam ajudar nossa população a ter melhor qualidade de vida, e uma boa saúde mental.

 

 

 

Texto: Allícia Nascimento – ASCOM SUDARPI